Oficina do óleo

De acordo com a Oil World (empresa alemã especializada em oleaginosas), nosso país produz nove bilhões de litros de óleos vegetais por ano, sendo 1/3 (três bilhões de litros) destinado aos óleos comestíveis. Cada pessoa consome 20 litros de óleo vegetal por ano no Brasil! Dessa quantidade imensa de óleo comestível produzido, apenas 1% (seis milhões e meio de litros) do óleo usado é descartado de forma correta e coletado. O restante é despejado em rios e lagos, fato que acaba comprometendo o meio ambiente.          O óleo é o maior poluidor de águas doces e salgadas em regiões com maior concentração populacional e, embora represente uma porcentagem muito pequena do lixo produzido no país, o seu impacto ambiental é muito grande. Isso porque, além de ser jogado na pia e entupir a rede, apenas um litro de óleo é capaz de esgotar o oxigênio de até 20 mil litros de água, pois, ao ser despejado nesses corpos d’água, forma uma fina camada sobre a superfície da água, bloqueando a passagem de ar e luz, e, consequentemente, impedindo a respiração e a fotossíntese.

Além de causar danos ao meio ambiente, o óleo de cozinha acarreta danos diretos à saúde do próprio ser humano. Isso porque ao ser utilizado em frituras, principalmente por um longo tempo, o óleo de cozinha passa por degradações em sua estrutura, o que acaba gerando compostos que podem causar riscos à saúde, como irritação do trato gastrointestinal, diarreia, entre outros. Entretanto, há uma grande dificuldade em estabelecer um regulamento específico para minimizar essa decomposição do óleo. Para resolver esse problema, a ANVISA vem trabalhando na elaboração de recomendações sobre utilização e descarte de óleos utilizados em frituras.